PROJETOS DE ESCOLAS 2025-26
Realizou-se, no dia 29 de novembro, na Escola Secundária da Quinta do Marquês, em Oeiras, uma visita interativa a Auschwitz-Birkenau através da aplicação Auschwitz in Front of Your Eyes.
Alunos, professores e convidados tiveram a oportunidade de visitar os dois campos em tempo real, conduzidos em língua portuguesa por uma guia do Museu de Auschwitz. Os presentes entraram, assim, em vários espaços dos campos, acompanharam testemunhos de sobreviventes, observaram desenhos do campo e dos horrores praticados, entre outros. No final, houve oportunidade para alunos e professor colocarem questões à guia.
A atividade foi organizada pelo Projeto Memoshoá desta escola, coordenado pelo professor Nelson Bernardo, e contou com o apoio da embaixada da Polónia e a presença da sua Chefe de Missão, Dra Dorota Baryś.




EBS Alexandre Herculano, Porto




No dia 10 de dezembro, pelas 14h30, realizou-se, no Auditório da Escola Básica e Secundária Alexandre Herculano, no Porto, a palestra intitulada Holocausto e Direitos Humanos, proferida por Jorge Brandão Carvalho, professor bibliotecário da Escola Secundária de Amares e dirigente da Associação Memória e Ensino do Holocausto (Memoshoá).
Esta atividade, dinamizada pela equipa das bibliotecas escolares do AEAH, em colaboração com os professores de História das turmas do 9.º ano de escolaridade, integrou-se na comemoração do Dia Internacional dos Direitos Humanos.
O principal objetivo da sessão foi promover o conhecimento e a compreensão do Holocausto, refletindo sobre as suas causas e consequências, de modo a prevenir fenómenos de discriminação, violência e desumanização, contribuindo para que situações semelhantes não se repitam. Paralelamente, a iniciativa procurou fomentar o desenvolvimento do espírito crítico dos participantes e sensibilizá-los para os desafios e problemáticas da Europa contemporânea.
Com o apoio dos diretores de turma e dos professores envolvidos, os alunos foram previamente sensibilizados e preparados para a temática abordada, o que se refletiu numa participação ordeira, empática e adequada à seriedade dos assuntos tratados.
Escola Secundária Dr. Joaquim de Carvalho,
Figueira da Foz
Exposição Evocativa do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto



No âmbito da celebração do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, celebrado a 27 de janeiro, a Biblioteca da Escola acolhe, entre os dias 15 e 31 de janeiro, a Exposição "Prestar Testemunho", amavelmente cedida pela Associação Memoshoá e que é constituída por 20 painéis (fotográficos) ilustrativos de um dos períodos mais trágicos da História contemporânea. A iniciativa pretende homenagear os milhões de vítimas do Holocausto, promovendo a memória, o respeito pelos Direitos Humanos e a importância da preservação da História como forma de prevenir a repetição de horrores e genocídios.
Esta atividade insere-se num trabalho fortemente colaborativo, dentro do DCST, ao qual se associam o Departamento de Expressões e a equipa da Biblioteca.
É de assinalar o seu contributo para o reforço curricular dos conteúdos da disciplina de História e para o desenvolvimento de competências essenciais de análise crítica e empatia histórica. Pretende-se, ainda, promover os valores de cidadania, da tolerância e do respeito pelos Direitos Humanos, potenciando a reflexão sobre os perigos do racismo, da discriminação e dos regimes totalitários.
A comunidade educativa é convidada a visitar a exposição e a participar neste momento de memória, aprendizagem e reflexão coletivas.
AE Trigal de Santa Maria, Braga
Conferência sobre o Holocausto





Enquadrado no Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, realizou-se uma conferência com o Professor Jorge Brandão, na Biblioteca Escolar José Miguel Vieira, dirigida a todas as turmas do 9º ano.
A sessão teve como tema central o Holocausto, abordando a importância de não esquecer este acontecimento marcante da História contemporânea. Ao longo da conferência, foram analisados os principais intervenientes, bem como os pressupostos políticos, sociais e ideológicos que conduziram à sua ocorrência, com especial destaque para o regime nazi, o antissemitismo, e a violação sistemática dos direitos humanos.
A iniciativa promoveu a reflexão crítica dos alunos sobre as consequências do ódio, da discriminação e da intolerância, reforçando valores fundamentais como a memória histórica, o respeito pela dignidade humana e a cidadania ativa.
A comunidade educativa do AE Trigal de Santa Maria deixa um agradecimento especial ao Professor Jorge Brandão, pela excelente comunicação, clareza na exposição dos conteúdos e capacidade de envolver os alunos num tema de elevada relevância histórica e humana.
AE João de Deus, Faro








Inauguração da Exposição "Para lá das Aparências" e de trabalhos de alunos
No âmbito das comemorações do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e integrado no Projeto Memória Ativa da Rede de Escolas Memoshoá do Algarve, teve lugar, no dia 19 de janeiro de 2026, na Escola Secundária João de Deus, em Faro, a inauguração da exposição “Para Lá das Aparências”, facultada pela associação Memoshoá.
Esta exposição convida a comunidade educativa e o público em geral a refletir sobre um dos períodos mais sombrios da História da Humanidade. Mais do que recordar factos históricos, procura despertar consciências e promover valores fundamentais como o respeito, a tolerância e a dignidade humana, sublinhando a importância da memória como ferramenta essencial para que os erros do passado não se repitam no presente nem no futuro.
Para além dos painéis expositivos, os visitantes puderam observar trajes típicos das comunidades cigana e judaica, elaborados pela artista Laure Dewitte, da Cooperativa Mandacaru, bem como diversos objetos expostos em vitrine e distribuídos pelo espaço. Estes elementos ajudam a compreender melhor as histórias reais por detrás dos números e das estatísticas, dando rosto a vidas, sonhos e identidades injustamente silenciadas. Trata-se de uma exposição que desafia o olhar do visitante, convidando-o a ir além das aparências e a questionar preconceitos enraizados.
Esta atividade foi organizada no âmbito do Plano Nacional das Artes, enquanto Plano Cultural de Escola, em articulação com a equipa de Cidadania e Desenvolvimento do Agrupamento de Escolas João de Deus e da Cooperativa Mandacaru.
Importa ainda salientar que vários docentes utilizaram esta iniciativa como ferramenta pedagógica, promovendo aulas dinâmicas e interdisciplinares que contribuíram para uma compreensão mais profunda das atrocidades vividas por aqueles que experienciaram este período da História, reforçando o papel da escola na construção de uma cidadania consciente e informada.
Professor de História e Coordenador do Projeto Memória Ativa da Rede de Escolas Memoshoá do Algarve:
Rodrigo Teixeira
Escola Secundária de Palmela

O dia 27 de Janeiro não é apenas uma data: é um apelo à consciência humana. É uma ferida aberta no tempo, um silêncio que grita nomes, rostos, vidas interrompidas. É o momento em que a memória se ergue contra o esquecimento e exige presença, atenção, responsabilidade. Evocar o Dia Internacional das Vítimas do Holocausto é [...] um dever ético e profundamente humano: lembrar para não repetir, recordar para proteger o futuro.[...] A memória é mais do que recordação: é resistência. Preservar o passado é impedir que o horror se torne normal, que a injustiça se banalize, que a violência encontre abrigo no silêncio. O Holocausto revelou até onde a humanidade pode cair quando os direitos humanos são negados, quando o Outro deixa de ser reconhecido como pessoa e é reduzido a um rótulo, a um número, a algo descartável.[...] Hannah Arendt alertou-nos para a banalidade do mal, lembrando que o horror não nasceu apenas de monstros, mas também de pessoas comuns que obedeceram, calaram, desviaram o olhar. O Holocausto foi humanamente possível — e é precisamente por isso que nos interpela. Estudar, conhecer, compreender é uma urgência moral. Conhecer para evitar. Conhecer para reconhecer, a tempo, os primeiros sinais do ódio, da exclusão, da indiferença que mata. Falar do Holocausto é afirmar a centralidade da aceitação, da inclusão e do respeito pelas diferenças religiosas, culturais, étnicas e de género. É reconhecer que a diversidade não é uma ameaça, mas uma riqueza essencial da humanidade. O mundo só é verdadeiramente humano quando há lugar para todos. [...] Onde há inclusão, o “nunca mais” deixa de ser promessa e transforma-se em compromisso vivido. [...] Que cada gesto de respeito seja uma resposta ao ódio, que cada escolha consciente seja um ato de resistência. [...] Que a memória nos torne vigilantes. Que o conhecimento nos torne livres.





